Ponney.com "Interview with Carol Wojtyla about Placebo", Aug'07


1. Como foi seu primeiro contato com o Placebo?
Em 2005, quando eles tocaram em Florianópolis, fui convidada para a after party no hotel e acabei ficando amiga deles, especialmente do Bill, que toca baixo de apoio com eles e é "o cabeça" por trás da banda, nas palavras de Brian "Bill é a cola que mantém a banda unida". Depois disso, já fui condivada para estar no festival Bobital na França, dia 7 de julho de 2007 com eles.

2. Você acompanhou a banda nas duas vezes em que estiveram no Brasil.
Como isso aconteceu?
Sempre mantive contato por telefone e e-mail com a galera, inclusive fui convidada pra ir ao México no ano passado, mas por motivos financeiros e de visto não deu pra ir. Mas sempre que eles vêm pro Brasil tudo fica mais fácil, é ligar e marcar de se encontrar.

3. Esteve junto de Brian Molko. Como foi a convivência com um rock star?
Difícil. Como todo rockstar ele tem seus momentos "Evita Perón" e tem seus momentos "Sean Penn", odeia que fiquem correndo atrás dele com máquinas fotográficas, mas dependendo do comportamento dos fãs ele é super gentil, assina autógrafos e tira foto. Tem que ter muita paciência pra agüentar os momentos "diva" de Brian...

4. Todos os rock stars são chegados em boas festas, mulheres e excentricidades. Você dividiu experiências desse tipo? Fale um pouco sobre o "por trás do show".
Por incrível que pareça acho que eles já passaram da fase "sexo, drogas e rock 'n roll", levam o trabalho super a sério e várias vezes eu fui a única a ficar enchendo o saco "vamos pra festinha, vamos pra festinnha". Mas durava pouco. Todo mundo queria dormir no máximo às 2 horas da manhã pra estarem inteiraços no próximo show. Eu me sentia a única que se divertia realmente no meio daquele monte de gente obcecada pelo trabalho. Para mim, o mais inusitado eram as pessoas desmaiando sem parar na hora do show, e gritando o nome do Brian como se ele fosse o salvador Jesus Cristo.

5. A imagem de Brian Molko reflete sua realidade? Ele é o que parece ser?
Ele é exatamente o que ele reflete nas músicas. Um cara sensível, gentil e carinhoso. Mas como ele mesmo disse em "Black-Eyed", é um "Bordeline bipolar, forever biting on your nuts". Vai de um extremo a outro em segundos, é como um Dr. Jekyll and Mister Hide, e a parte Hide me dá medo, aliás, pavor.

6. E os shows? Fale sobre a performance da banda dentro da sua visão como público e acompanhante.
Os shows sempre beiram a perfeição, meia hora antes do show eles se fecham nos seus camarins, ensaiam tudo, Steve treina suas músicas, Stef relaxa e Brian entra num estado de espírito rockstar! Ninguém fala com ele, é melhor ficar longe. O som e a performance são pra mim as melhores coisas do mundo, mas músicas ficam tão pessoais que parecem que ele canta diretamente pra você, e ainda bem que eles sempre tocam Special K, onde todo mundo entra em transe e pula sem parar.